"Nada emociona mais do que partir de si próprio rumo ao desconhecido. Na verdade... partir ao próprio encontro."

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

LONDRINASTROM - Uma viagem treino!







Amigos,
Sempre antes de uma viagem longa é bom fazer uma viagem teste, treino ou algo assim... Ao menos repetimos permanentemente este procedimento com o objetivo de verificar pequenos defeitos nos equipamentos, como tudo se comporta e como acomodamos as coisas. Desta vez unimos o útil ao agradável.
Fomos à cidade de Londrina, no Paraná, para o encontro de 5 anos do V-Strom Brasil. Ano passado estivemos em Foz do Iguaçu também neste encontro. O pessoal se comunica e interage pela internet em uma lista eclética muito divertida.
Saímos de Porto Alegre às 6:15 da manhã de sexta-feira e rodamos direto até Londrina, onde chegamos às 21 horas, após exatos 1.133 km rodados, sendo os ultimos 200 a noite e os ultimos 100 com neblina e serra...somente na volta vimos quanto é bonito aquele caminho e para quem quer, é um otimo passeio.
Durante a viagem pegamos bastante movimento e fizemos uma parada para almoço depois de Itapema - SC, no Restaurante Recanto da Sereia...sem comentários, uma anchova na brasa, em frente ao mar. Espetacular!!!
Na chegada encontramos o pessoal com 140 litros de Chopp... depois de um dia de viagem, grande parcerias e chopp liberado... achei que estava no paraíso...
Como havia comentado, nada como a estrada para testar. O protetor de corrente da moto soltou e trancou na roda, dando um barulhão assustador. Tivemos que parar no acostamento e se recobrar do quase problema. Nada como ser previdente, abri o topcase, retirei minha lanterna de cabeça e verifiquei tudo. Arrancamos o protetor que já ficou pela estrada mesmo, e seguimos viagem. No dia seguinte, na concessionária Suzuki, ajeitamos o que deu para podermos voltar.
Decidimos retornar no domingo até Curitiba e segunda para casa. Na volta muito movimento e chuva. Mas chegamos bem e tranquilos ao final do dia.
Assim, acrescentamos mais 2383 km em nossa história, comungamos com amigos que não víamos há muito tempo e com quem desfrutamos otimos momentos e divertidas histórias.
Acima estão algumas fotos. Uma é do Recanto da Sereia, outra de nós no evento, e a última no jantar de sábado com os amigos - da esq.p/dir. - Charles(Poa-RS), Marcelo (BH- Fundador da lista VStrom) e Renato (Sta. Maria-RS). A próxima postagem trarei os equipos da motoca. Abraços e Avante!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Equipos III - Dois Problemas: Uma solução!




Pessoal,


Há uma consideração importante a ser feita com relação aos equipamentos escolhidos para nossa viagem, qual seja, que todos os equipamentos aqui mencionados são adquiridos com economias próprias e não há nenhum caráter de propaganda ou divulgação, nem de produtos, tampouco de lojas. Aliás, basta verificar que disponibilizamos informações de diversos fabricantes e colhidas ao longo de muito tempo e algumas viagens.
Ocorre que escolher o melhor equipamento (e principalmente conseguí-los) é um dos grandes calvários pelo qual passa cada um de nós, motociclistas. Muitas vezes nem dispomos dos produtos para podermos avaliar, e portanto, é um despautério investir em algumas coisas que sequer se sabe se funcionam.
Todavia, considerando que corremos diversos riscos comprando sem conhecer e importanto sem ter certeza, decidi colocar nossa experiencia com os equipamentos, como forma de poupar a muitos, dinheiro, tempo e paciência para descobrir. É claro que temos somente uma opinão, que será contestada por muitos e divergente de vários, mas pode colaborar ao menos no debate e para que tenhamos cada vez produtos melhores à disposição. O mais importante é que cada um se sinta confortável com aquilo que dispõe e confie no seu material. Chegando ao fim da viagem é a conta.
Mas seguindo na idéia de disponibilizar o material preparativo que iremos usar para nosso Raid, jamais com o intento de colocar uma marca ou outra como incontestável, mas como uma possiblidade, adentro no tema que mais causa furor nas listas e debates... BOTAS e LUVAS!!!
O assunto será tratado com um só, porque, em regra, a solução é a mesma.
Os pés e as mãos são as partes mais sensíveis em caso de queda ou acidente de motocicleta. Não estou falando de acidentes monumentais, porque não há nenhum equipamento que permita segurança total neste caso. Mas, e aquele tombo bobo, decorrente de um pouco de cansaço ou falta de atenção? Aquele que todos nós dizemos: - Puxa, não precisava ter acontecido! Pois é, na maioria dos casos, é este tombo que atrapalha muito uma viagem e é ai que faz diferença um bom equipamento de proteção, porque a moto caiu em cima da perna, ou bati com o pé numa pedra ao derrubar a moto, ou bati com a mão no chão... Se você não estiver com uma boa bota ou uma luva adequada... vai descobrir que os reais economizados para usar uma bota de montanhismo e não uma específica para motocicletas faz a diferença.
Dois aspectos são importantes para as botas e luvas, o primeiro e mais fundamental: a segurança. Ou seja, devem, obrigatoriamente, oferecer proteções para os dedos com reforço (se possível em metal no caso das botas e reforço para as mãos), para o tornozelo afim de evitar uma entorse, e na canela, para evitar que se frature um osso desnecessariamente. Nós demos preferencia ao couro legítmo, porque além de durar mais, toma aos poucos o formato do pé e da mão, o que torna mais confortável o uso (se alguem disser que usar botas de motocicleta o dia todo é ótimo, não se engane, depois de 12 horas, todas são um inferno...). Mas há diferença entre sentir alívio ao tira-lás e ser obrigado a tirá-las... Assim, segurança e conforto podem coexistir, em grande medida.
O segundo aspecto, viajar durante 8 horas, com chuva e frio, com os pés e mãos molhados...somente quem já fez para dizer quanto vale um pé e uma mão seca! Ou seja, o segundo aspecto importante é a impermeabilidade. A impermeabilidade será sempre relativa, ou seja, mesmo um tecido como o Gore-Tex, que pode ser considerado 100% impermeável e respirável, tem um grau de resistência à chuva (bem elevado diga-se de passagem), mas a umidade muitas vezes acaba por deixar as extremidades com a sensação de que passou água. Assim, após adquirirmos vários modelos, acabamos encontrando aquele conjunto que para nós pareceu ideal, ou seja, em couro, com proteções especiais e com Gore-Tex. No caso das luvas, foram necessários dois pares para cada um, porque considerando a problemática do frio, as luvas também necessitam ser grossas. E pilotar assim, com pouco tato, somente quando se faz necessário. Assim temos uma luva de uso rotineiro, em couro e Gore-Tex e outra para frio, também em couro e Gore-tex, mas com um reforço para baixas temperaturas.
Desta forma, optamos por uma Bota Alpinestar Effex (adquirida em loja que já fechou e eu ainda fiquei com crédito = prejuízo de uns bons reais) e a Oxtar (TCX) Sunray feminina (www.rs1.com.br), ambas com as mesmas caracterísitcas e testadas em viagens. Para as luvas, o problema se dá na versão feminina que com o tecido Gore-Tex há poucas marcas disponíveis com tamanho adequado. Verificamos a disponibilidade da Rukka e da BMW Pro-Winnter (compramos da www.sierrabmwonline.com). Destas, foi mais simples conseguir a da BMW, excelente produto. Na versão masculina, conseguimos uma Alpinestar WR-3 (www.motorcyclegiant.com), com otimo custo X benefício. Para o uso diario, feminina Ixon (www.sobrerodasracing.com.br) e masculina BMW Pro-Summer.
Não são produtos baratos, aliás, ao contrário, tem um custo relativamente alto, mas e quanto custa colocar pinos nos dedos ou no tornozelo? Ou acabar aquela viagem dos sonhos por causa de uma escoriação no pé ou na mão do acelerador?
Pois é... se existe algo que permita uma melhor proteção, preferimos.
Em suma, são equipamentos que nos estão servido muito bem, já testados em algumas viagens. Enfim, ao menos podemos recomendar com tranquilidade. Há outros? Com certeza!
Bom, por ora era isso, na sequencia, outros equipamentos serão colocados! As fotos acima são apenas para demonstrar.
Avante!!!

domingo, 23 de agosto de 2009

Equipos II - Um sábado até Cambará do Sul






Pessoal, continuando nos preparativos para o Raid del Fin del Mundo...

Este sábado decidimos experimentar dois novos equipamentos que havíamos conseguido e, para tanto, saímos para um ótimo passeio até Cambará do Sul via São Francisco de Paula e retorno pela Rota do Sol - Osório, totalizando 450 km rodados. A parceria formada pelos amigos Maho e Jaque - V-Strom (V-Strom Brasil) e o amigo Marcelo "Primo", de BMW 1150 ADV (Maxitrail).
Quanto ao passeio, sem comentários, tempo maravilhoso, paisagens ótimas, apesar do trecho entre São Francisco de Paula e Tainhas estar muito danificado por consequencia das chuvas. O almoço ocorreu na galeteria Casarão, onde servem uma ótima truta e o final do dia retornando com o belíssimo entardecer. Aos parceiros: Valeu!!! (foto acima na saída do túnel na Rota do Sol)
Quanto aos equipamentos, o primeiro é uma sola elétrica que substitui a palmilha das botas e é ligada em uma bateria pequena recarregável (foto acima). A duração informada é de 5 a 7 horas quando ligada. O principal objetivo é conseguir manter os pés razoavelmente aquecidos, quando a temperatura é muita baixa e a distância a ser percorrida é longa. Desta forma, mandamos vir da http://www.motorcyclegiant.com/ referidas palmilhas.
Podemos dizer que são eficientes, mas que o sistema de prender na perna ou nas botas ainda carece de um ajuste, mas resolvido isso será útil nos dias mais frios. A preocupação com a temperatura é grande, mas acreditamos que é valiosa tb.
O outro equipamento testado foram os intercomunicadores da marca Cardo, modelo Multiset Q2. Bom, pensamos que em viagens longas, poder conversarmos entre piloto e garupa pode ser muito bom. E realmente fica muito facilitada a tarefa da conversação e inclusive pode-se atender telefones quando se está conectado com o celular. O maior incomodo do equipamento é o manuseio dentro do capacete da parte do microfone que sinceramente não é dos mais confortáveis, ainda mais quando o capacete é justo na cabeça (o que deve ser). Mas, se acostumarmos com o equipamento, será nosso meio de comunicação na viagem sim. Vamos usar mais alguns dias e em pelo menos uma viagem grande (Entrontro V-Strom Brasil de Londrina em setembro 2009). Pegando o jeito do aparelho, deve também facilitar seu uso.
Por enquanto era isso, estaremos disponibilizando informações sobre outros equipamentos nos próximos dias e qualquer dúvida ou opinão, mandem bala. Por ora: Avante!!!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Equipos I - Jaquetas - uma preocupação a menos...


Continuando na série de preparações para o Raid del Fin del Mundo... uma de nossas maiores preocupações para a viagem é a temperatura que será enfrentada. Estaremos viajando em uma época que ainda é bastante frio para a Região Patagônica e somente quem já enfrentou várias horas de frio intenso sabe como pode ser complicado fazer isso sem os equipamentos térmicos adequados.
Como nossas jaquetas não eram adequadas para viagens longas com todo o tipo de clima, decidimos adquirir novas jaquetas com caracterísiticas 4 season (toda estação), e com especial atenção ao isolamento térmico.
Após muita pesquisa e conversa com amigos que estão acostumados a viajar, concluímos que o produto deveria ter forro de inverno, forro de chuva impermável (que serve para chuvas esparsas ou menor quantidade) e obrigatoriamente com ventilação para o calor. Note-se que impermeáveis muitas são, mas a característica fundamental é a transpiração, porque muitas jaquetas são impermeáveis, mas não transpiram e com isso o suor faz com que fiquemos úmidos (calor do próprio corpo) e com o frio... gelados!
Outra necessidade era o conforto e a proteção, deveria ter as proteções adequadas e ser em Cordura, material externo que gera conforto pela maciez e tem alta resistência a abrasão.
Ao procurar no mercado encontramos poucas marcas que atendem todas as exigências de uso, sendo algumas a BMW, SPIDI, RUKKA, UVEX e REVIT (Algumas marcas são ótimas em Botas ou luvas - de Gore-tex, mas não tem jaquetas de viagens de aventura apropriadas, como por exemplo a Alpinestar). Todas com seus prós e contras, mas de um modo geral dentro do mesmo padrão. Destas, destaco a Rukka como sendo a melhor entre todas, por uma questão fundamental: o peso (pesa a metade das demais) e tb modelos masculinos e femininos específicos. Todavia, custa mais que o dobro das demais (US$ 1200,00 - lá fora) e no Brasil é impossível de encontrar com sortimento. Das demais, após todas as análises, decidimos que a REVIT detinha o melhor pacote pelo menor custo.
Consegui informações preciosas sobre o produto com um viajante experiente (Allan - http://soateoatacama.blogspot.com/) que utiliza a mesma jaqueta e verificamos que havia modelagem feminina, com as mesmas caracterísiticas que a masculina (problema comum somente haver versão masculina tida como "unisex").
Fomos literalmente à luta para conseguir as jaquetas e quem nos resolveu a questão foi o atencioso Dennis, da http://www.beachmoto.com/ revendedor da REVIT nos USA e participante do fórum internacional http://www.advrider.com/ (teve paciência de prontamente responder um batalhão de perguntas e dúvidas, sem hesitar e sem qualquer problema, ainda mais considerando meu péssimo inglês!). Escolhemos dois modelos, o masculino Cayenne Pro Jacket e o feminino Sirene, ambos em cordura, com forros e ventilações e proteções, como havíamos decidido. Obviamente que produtos de qualidade têm seu preço, mas conseguimos por preço bem razoável. O Dennis nos mandou diretamente para casa em Porto Alegre-Brasil e ficamos realmente muito satisfeitos com as jaquetas, confortáveis, com diversas regulagens e muito versáteis. Sem dúvida ótima relação custo x benefício.
Para testar, fomos para a estrada no final de semana mais frio por aqui em uma década, temperatura próxima a zero grau centígrados... e o resultado foi impecável! (Thanks a lot Dennis!).
Muitos devem se perguntar porque tanta preocupação com o equipamento?! Acredito que a sorte favorece os preparados e certamente um bom equipamento (melhor que se consegue ter - comprar dentro da condição de cada um é claro!) é um dos fatores que podem ajudar ou impedir que se termine uma expedição de aventura.
Nos próximos dias estaremos disponibilizando um sumário com fotos dos equipamentos que estamos usando na motoca e de uso pessoal para que àqueles que queiram fazer suas viagens possam opinar ou ter como base para as próximas aventuras.
O consumidor brasileiro ainda é muito pouco informado e exigente com os produtos, o que favorece marcas oportunistas e sem qualquer qualidade. Acredito que é muito caro pagar 100 doláres em um produto desqualificado, mas pode salvar a vida pagar 300 dólares em algo que funcione adequadamente em caso de necessidade. Por isso a preocupação e por isso acredito ter feito um ótima aquisição.
Acima uma fotinho para ilustrar a roupa que usaremos todos os dias nesta expedição!

Em breve novas notícias e por enquanto... Avante!!!

sábado, 11 de julho de 2009

Roteiro Raid del Fin del Mundo


Amigos,

Após longas conversas sobre rotas possíveis, caminhos interessantes, lugares imperdíveis e aqueles que desejamos tanto ir, chegamos à um roteiro inicial, que será, em princípio o seguinte:

Saída: Porto Alegre - Galeguaychu (950km) - Santa Rosa (750km) - Zapalla (750km) - Futaleufu (700 km) - La Junta (147km) - Coyhaique (266km) - Puerto Rio Tranquilo (217 km) -Chile Chico (170km) - Caleta Olivia (390km) - Paraje Le Marchandt (577km) - Calafate (438km) - Cerro Sombrero (475 km) - Ushuaia (411 km) - Rio Gallegos (570km) - Comodoro Rivadaia (778km) - Puerto Madryn (441km) - Bahia Blanca (713km) - Buenos Aires (693km) - Porto Alegre (900 km).

Kilometragem total prevista: 10.336 km - tempo previsto (felizmente indeterminado - em torno de 24/28 dias)

Este roteiro poderá sofrer alterações em função da contribuição dos amigos, idéias ou impossibilidades de atingir as metas. Alias, a palavra metas nem poderia ser usada, pelo simples motivo de que a meta única é viajar e conhecer lugares, quando não se estabelece objetivos fixos, tem-se a liberdade de inserir outros lugares ou estradas mais interessantes naquele momento, inclusive com a contribuicão das pessoas ao longo do percursso. Isto se chama viajar, interagir, flexibilizar e escolher naquela manha se vamos adiante ou ficamos mais um dia, se partimos ou curtimos algo que não pode ficar para trás. Este é o nosso espírito de viagem.

Esperamos que possam contribuir para melhorar, alterar ou dar informacões sobre os lugares e estradas que estamos almejando. Dicas de hotéis, pousadas, cabanas, restaurantes ou passeios são bem-vindas!

A foto acima foi retirada da internet e é Catedral de Marmol que é uma "ilha" com formação rochosa diferenciada e que se transita por dentro com visões espetaculares!
Em breve, estaremos relacionando os equipamentos, e provisões de viagem. O que se pode adiantar é que ao menos uma máquina fotográfica decente já está à disposição e o contato será quase on-line também! Avante!!!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Caminhos Austrais - Novembro de 2009


"Caminhos da Grande Cordilheira"... era 1996 quando caiu em minhas mãos um livro de moto-aventura , onde prazeirosamente o viajante contava a epopéia vivida dois anos antes com mais três amigos, viajando por 15 mil kilometros de motocicleta pela região mais austral das Americas. Certamente é uma daquelas obras que, sabe-se lá o porquê, mudam a vida do leitor. Foram 13 anos, muito trabalho, sonhos, sonhos e mais sonhos... De lá pra cá, muita coisa mudou, a moto cresceu, o desejo também e, com ele, o conhecimento e as condições para ir atras do sonho, aquele plantado por um médico-louco (ou mais do que são!) chamado Clodoaldo Turbay Braga, de quem tive o prazer de receber vários exemplares...
É chegada a hora! O projeto está tomando forma e as idéias (que parecem estar há muito tempo prontas) começam a se encaixar. Agora o tempo voa, mas cada minuto é uma eternidade, muitas coisas ainda haverão de ser feitas antes da saída, planejadas e discutidas.
Nesta aventura, realização de um sonho, não estarei sozinho, mas com minha amada parceira de todos os dias e agora também companheira de viagem e sonho, minha esposa Márcia.
Começou, o click do relógio começou... uma nova aventura está surgindo, é o Raid del Fin del Mundo - nov/2009 - Puerto Madryn, loberias, pinguineiras, baleias, rípio, Glaciares, Ushuaia e quem sabe, porque não, ainda um pedacinho da Carreteira Austral chilena... vamos lá?!
A partir de hoje estaremos colocando no blog os planos, projetos, mapas e idéias... quem puder e quiser ajudar com dicas e sugestões, estamos esperando!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Uma estréia 100% - São Joaquim - Urubici - Rio do Rastro






















Nada como decidir, levantar do sofá e subir na motoca!
Assim, como dia 2 de fevereiro é feriado em Porto Alegre e caiu em uma segunda-feira, fomos com um casal de amigos, João Paulo e Marta, fazer um dos mais belos passeios entre a Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O Roteiro previa saida de Porto Alegre com destino a São Joaquim, via Vacaria/Lages.
Segundo dia - São Joaquim - Urubici (Morro da Igreja).
Terceiro dia - Urubici - Porto Alegre - via Torres/Estrada do Mar.
Mas havia um detalhe fundamental no passeio: ERA A ESTRÉIA DA MARTA EM VIAGENS LONGAS, depois de muito tempo afastada da garupa.
No primeiro dia, saimos com 32 graus de temperatura de Porto Alegre para chegarmos com 12 graus em São Joaquim. Basta? Nem pensar! Na serra uma chuva forte refrescante e na chegada, já a noite, procurávamos pousadas abaixo de chuva.
Estresse? Nenhum, acabamos encontrando uma pousada chamada Caminhos da Neve. Muito agradável, pedimos uma pizza e como andamos sempre bem preparados, tínhamos levado, em cada moto, uma garrafa de vinho! Feita a festa, lareira acessa, frio na rua e um lugar aconchegante com otima companhia.
O segundo dia amanheceu preguiçoso, com um excelente café servido pela proprietaria da pousada, Karin, que nos deu atenção VIP! Fez até geleia de morangos para levarmos. Chimarrão, bate-papo, acamos saindo somente na hora do almoço.
O caminho para o almoço foi muito longo, após arrumarmos a moto, colocar as roupas e tudo, rodamos 300 metros para almocar...rsrsrsrsrs
Depois sim, rumo Ubirici, que fica em torno de 60 km de onde estavamos, mas o caminho... é o sonho de todo motociclista. Curvas sinuosas, abertas, estrada limpa, e uma paisagem fantástica!
Subimos o morro da igreja - 1808 metros de altitude, onde fica o Cindacta II. O caminho é maravilhoso e ao chegarmos la fomos brindados com... uma neblina que não se enxergava nem 10 metros a frente!
Na descida, ficamos em outro lugar espetacular, pousada Nó-de-Pinho. Simplesmente indescritível. Somente duas cabanas, um casal em cada, quarto com lareira e uma vista de todo o vale. Claro, continuamos bem preparado e, portanto, tinhamos 3 garrafas de vinho, pães, queijo e salame, feita a janta ao lado da lareira acessa. Porque? Estava em torno de 10 graus de temperatura...
Dia seguinte, mais uma vez, café fantástico e estrada.
Passamos pela Serra do Rio do Rastro que é linda apesar do tempo fechado e tocamos para casa. Muito movimento pelo retorno do feriado, mas uma satisfação no ar de termos cumprido um roteiro espetacular e aproveitado muito. Na chegada, aquele comentário: Putz, até esqueci que existia trabalho...
A garupeira de estréia se deu muito bem e voltamos na Santa Paz de Deus.
Resumo da viagem:
1027 km rodados
algumas garrafas de vinho e outras de cerveja...
paisagens lindas e muito relax!
As fotos? Estão a caminho!!!!
Como sempre se diz... basta levantar e sair, simplesmente sair!
Abraços e agradecimentos aos amigos e companheiros de viagem pelas risadas e momentos de diversão!
Felipe e Márcia